Taking too long? Close loading screen.

criança-quebrando-cocoO deputado Simplício Araújo (Solidariedade/MA) demonstrou preocupação com o levantamento feito pelo Ministério da Saúde sobre o trabalho infantil no país. De acordo com o levantamento, foram 13.370 acidentes de 2007 a outubro de 2013 com trabalhadores de até 17 anos. Deste total, 504 foram intoxicações, principalmente com agrotóxicos. E 119 morreram trabalhando. As informações foram reveladas pelo jornal “O Globo” nesse domingo (18).

A cada dia, mais de cinco crianças e adolescentes são vítimas de acidente de trabalho no Brasil. A cada mês, pelo menos uma criança ou adolescente morre no trabalho no país. O Maranhão, por exemplo, é o terceiro estado que mais concentra trabalho infantil no país.

Na avaliação do parlamentar, o governo do Maranhão, assim como o governo federal, pecam na adoção de políticas públicas no combate ao trabalho infantil. “São acidentes e mortes que podem ser evitados caso haja uma maior prevenção. O Brasil está acostumado a adotar planos de prevenção só depois que o pior acontece. Isso precisa mudar”, alertou Simplício nesta segunda-feira (19).

De acordo com dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012, o Maranhão concentra 73.509 crianças com idade entre 10 e 14 anos trabalhando. Na faixa de 5 a 9 anos de idade, o número chega a 6.061.

Apenas em Imperatriz, 693 crianças entre 10 e 13 anos de idade exercem alguma forma de trabalho. Entre 14 e 15 anos de idade, este número sobe para 828. Ao todo, são 208.392 maranhenses, com faixa de idade entre 5 e 17 anos, exercendo alguma atividade laboral.

Para Simplício, há dificuldade de fiscalização, já que muitas crianças encontram-se no ambiente doméstico, ocultas da visão pública. “Há muita desinformação. É preciso intensificar ações em favor dessas crianças e adolescentes”, defendeu o parlamentar.

Acidentes envolvendo jovens

Em São Leopoldo (RS), por exemplo, um jovem de 14 anos estava em seu primeiro dia de trabalho em uma construção. Ao manusear uma betoneira de misturar concreto, sem usar equipamento de proteção, sofreu um choque mortal. O caso ocorreu em 5 de março deste ano.

A atividade, por ser mais arriscada e insalubre, é proibida para menores de 18 anos no Brasil. Está incluída na lista de pior forma de trabalho infantil que o país se comprometeu a erradicar no ano que vem. A lei prevê que qualquer forma de trabalho é proibida para menores até 14 anos. Entre 14 e 16 anos, o jovem pode trabalhar apenas como aprendiz. E, mesmo após os 16, o trabalho em atividades perigosas ou insalubres é proibido.

As ocorrências mais comuns em acidentes de trabalho são queda, traumatismo e ferimento de punho e mão. Na lista de ocupações mais afetadas, aparecem o atendente de lanchonete, o embalador a mão, o repositor de mercadorias, o trabalhador agropecuário, o auxiliar de escritório, o alimentador de linha de produção e o vendedor de comércio varejista.

O Brasil assumiu o compromisso de erradicar esses tipos de trabalho no ano que vem, segundo o Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador. Entre janeiro de 2011 e setembro de 2013, o Ministério do Trabalho (MTE) encontrou 12.813 crianças e adolescentes ocupados em todo o país, dos quais 10.568 em atividade de risco.

Pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2012), do IBGE, único levantamento que dá a dimensão do trabalho infantil no país, havia 3,5 milhões de crianças e adolescentes de até 17 anos trabalhando no Brasil. Dessas, 81 mil têm de 5 a 9 anos.

Assessoria de Imprensa

10 respostas em “Simplício Araújo defende políticas públicas no combate ao trabalho infantil”

  1. Pingback: cozy cove
  2. Pingback: water ionizer
  3. Pingback: picture fram
  4. Pingback: water ionizer
  5. Pingback: best bottled water
  6. Pingback: yellow october
  7. Pingback: Melanie Bowen
  8. Pingback: mortgage broker

Os comentários estão desativados.