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eua-cuba2j_copiaApós 53 anos, Estados Unidos e Cuba irão reatar as relações políticas. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (17) pelo presidente americano Barack Obama e pelo presidente cubano Raul Castro. O comércio com Cuba foi severamente limitado por meio século em virtude da Guerra Fria.

Para o deputado federal Simplício Araújo (SD/MA) a reaproximação entre os dois países é um exemplo de diplomacia a ser seguido. “Estamos vivenciando um momento histórico para a diplomacia mundial. Com ações pontuais do Canadá e do Papa Francisco, essa reaproximação irá beneficiar a América. A expectativa agora é que o Congresso americano derrube o embargo econômico”, afirmou.

O parlamentar maranhense frisou que é importante que Cuba reveja sua política, principalmente no que se refere aos direitos humanos. “Espero que esse grande passo sirva para que Cuba repense e mude a forma de tratar princípios básicos como por exemplo o que tange os direitos humanos. Acredito que essa reaproximação irá beneficiar principalmente as famílias cubanas”, destacou.

Os EUA anunciaram as seguintes medidas:

– restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países;
– facilitar viagens de americanos a Cuba;
– autorização de vendas e exportações de bens e serviços dos EUA para Cuba;
– autorização para norte-americanos importarem bens de até US$ 400 de Cuba;
– início de novos esforços para melhorar o acesso de Cuba a telecomunicação e internet.

As medidas incluem ações práticas como o restabelecimento de uma embaixada americana em Havana e a revisão da designação dada pelos EUA a Cuba de Estado que patrocina o terrorismo.

Obama também disse que espera um debate sério do Congresso norte-americano para que levante o embargo que o país mantém a Cuba, que proíbe a maioria das trocas comerciais. Os dois países não se relacionavam desde 1962 – mantendo apenas seções de interesse de nível menor desde 1977 em suas respectivas capitais.

Obama disse que a normalização das relações com Cuba encerram uma “abordagem antiquada” da política externa americana. Ao justificar a decisão, o presidente disse que a política “rígida” dos EUA em relação a Cuba nas últimas décadas teve pequeno impacto.

O presidente americano afirmou acreditar que os EUA poderão “fazer mais para ajudar o povo cubano” ao negociar com o governo da ilha.

Com informações G1